Perspectivas Nutricionais na Bataticultura


Gustavo César Barbosa

Graduando em Engenharia Agronômica – UNIFEOB

 

Desde o ano de 2015, por intermédio do docente universitário Paulo Lazzarini surgiu o Grupo de Estudos em Sistemas de Produção (GESP) no Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos – UNIFEOB, com objetivo de capacitar os alunos do curso de Engenharia Agronômica para atuar nas mais diferentes áreas relacionadas com o agronegócio.

Dentre as principais funções desempenhadas pelo grupo, está a organização de eventos que acontecem dentro da instituição, tais como simpósios sobre o cultivo da batata. Em maio deste ano, foi realizada a 2ª edição do Simpósio de Tecnologia da Produção na Bataticultura (SIBA), com tema principal a qualidade da batata-semente. Neste evento, produtores, profissionais e estudantes puderam trocar informações, experiências e buscar novos meios de produzir através do conhecimento expresso dos palestrantes de referência na bataticultura.

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Figura 1: Comissão organizadora do 2º SIBA

A equipe atualmente se consolida na expansão dos temas abordados neste evento. Por estar dentro de uma região importantíssima no cultivo, produção e mercado da batata, houve um grande interesse em realizar experimentações com esta cultura de grande expressão regional. Desta forma, através da parceria com empresas agrícolas, com o grupo FMS Agro e a Cooperbatata, realizamos áreas experimentais em Vargem Grande do Sul – SP para avaliar parâmetros nutricionais da cultura, tais como o teor de fósforo (P), teor de potássio (K), fontes de fertilizantes, dosagens, épocas de aplicações, quantidades de gesso agrícola no preparo do solo, dentre outras verificações.

A primeira área experimental instalada, foi em meados do mês de julho e até o final deste, iremos encerrar as instalações e o plantio. Mas, como toda experimentação agrícola, as avaliações tiveram início logo após a emergência das plantas (DAE) e permanecerão até o fim do ciclo, onde avaliaremos a produtividade total e comercial de cada parcela.

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Figura 2: Instalação da 1ª área de batata em Vargem Grande do Sul – SP

A viabilidade desta ação é explorar pontos críticos que ainda limitam a cadeia produtiva desta hortaliça tuberosa, com objetivo principal de buscar inovação, desenvolvimento e pesquisa que possibilitem ao produtor capacitação e conhecimento do que realmente acontece durante o ciclo da cultura, do plantio até a colheita final.

Muito pouco se sabe sobre a questão nutricional da batateira e desta forma, com o incentivo a pesquisa e ao estudo dos principais parâmetros, acreditamos em um resultado promissor, que tende a despertar o interesse dos mais diversos profissionais e especialistas do ramo.

Assumimos um grande desafio de superar os limites vigentes nos dias atuais. Considerados por muitos como ‘’Loucos do Campo’’ em realizar seis experimentações no raio de um único pivô central (desconsiderando as demais áreas), nós confiamos no desenvolvimento da batata e queremos fazer história neste contexto.

Contudo, a base para a formação de qualquer profissional, está consolidada na busca de respostas que os impasses do campo nos proporcionam. Realmente, apostar nosso futuro no aperfeiçoamento das técnicas de cultivo da batateira, nos permite acreditar que podemos ir além do que somos, basta que sejamos capazes de distinguir o que temos com o que ainda precisamos alcançar!

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Figura 3: Amontoa e adubação de cobertura, aos 10 DAE da batata

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